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O proletário digital na era da reestruturação permanente do capital

O proletário digital na era da reestruturação permanente do capital

Entender quem é o proletário da era digital e sua inserção no mundo do trabalho é o tema de investigação do sociólogo Ricardo Antunes em seu novo livro, “O privilégio da servidão: O novo proletariado de serviços na era digital”). Esse novo operário, explica, se insere num contexto de “reestruturação permanente do capital”, que vem ocorrendo desde os anos 1970, e “é impensável sem o mundo digital, é impensável sem a era do mundo financeiro que ‘revolucionou’ o tempo e o espaço” em todas as atividades produtivas.

Nessa reestruturação, menciona, acentuam-se o trabalho intermitente e a terceirização, fazendo com que os trabalhadores fiquem à disposição do mercado de trabalho. “O celular é imprescindível para esse tipo de atividade, porque o trabalhador é chamado para um restaurante de fast food, para um atendimento médico, para uma limpeza em uma casa, para um trabalho de jardinagem, para ser motorista ou o que quer que seja. O fato é que ele recebe pelo tempo que trabalha”, resume.

IHU On-line | Patrícia Fachin