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Cria da favela: resistência à militarização da vida [2ª edição]

Renata Souza

R$ 43,00 R$ 34,40

Este livro está em pré-venda e será enviado a partir do dia 20 de novembro de 2020
Cria da favela: resistência à militarização da vida [2ª edição]
  • autor: Renata Souza
  • orelha: Muniz Sodré
  • quarta capa: Flávia Oliveira, Marcelo Freixo e Raquel Paiva
  • capa: Bode
edição:
2
selo:
Boitempo
páginas:
216
formato:
23cm x 16cm x 1cm
peso:
330 gr
ano de publicação:
2020
encadernação:
brochura
ISBN:
9786557170311

[Este livro está em pré-venda e será enviado a partir do dia 20 de novembro de 2020]

 

Partindo do contexto da instalação de UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) nas favelas do Rio de Janeiro para “salvaguardar” a segurança da cidade durante megaeventos esportivos (como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016), Renata Souza acompanha a experiência cotidiana na favela da Maré e demonstra como a política de “pacificação” desconhece a dinâmica comunitária da favela.

 

A partir da hipótese de um espírito comunitário na Maré, a autora investiga iniciativas independentes de comunicação e cultura dos jovens mareenses (de que são exemplos o jornal O Cidadão, a página virtual Maré Vive, o aplicativo Nós Por Nós, o bloco Se Benze Que Dá, o Sarau da Roça e a feira de trocas Maré 0800), além de suas vivências pessoais como cria da favela, para mostrar uma juventude que resiste culturalmente para existir socialmente.

 

A obra, publicada pela primeira vez em 2018, é uma adaptação da tese de doutorado da autora sobre a resistência da juventude negra à militarização da vida. O livro traz ainda um conjunto de textos escritos em homenagem a Marielle Franco, com quem a autora trabalhou e conviveu por cerca de vinte anos, sendo inclusive chefe de seu gabinete na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro, até sua execução sumária, em março de 2018.

Trecho do livro

“A eliminação do Estado democrático de direito ocorreu concretamente na Maré em abril de 2014. Na ocasião, cerca de 3 mil oficiais das forças militares de pacificação ocuparam as dezesseis comunidades da Maré, como estratégia da Secretaria da Segurança Pública para a realização da Copa do Mundo. [...] É inegável que há um imaginário social, articulado principalmente pelos meios de comunicação tradicionais, que a identifica como um lugar de extrema violência, miséria e banditismo. Tais estereótipos são enfatizados pelo Estado, que, em vez de estar ausente na Maré, como advoga o senso comum, mantém se presente pelo forte aparato militar de repressão ao varejo de drogas e pela precariedade dos serviços públicos”.

Autor