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O ecossocialismo de Karl Marx

Capitalismo, natureza e a crítica inacabada à economia política

Kohei Saito

R$ 83,00 R$ 66,40

Este livro será enviado a partir do dia 14 de maio
O ecossocialismo de Karl Marx
  • autor: Kohei Saito
  • tradução: Pedro Davoglio
  • prefácio: Sabrina Fernandes
  • orelha: Murillo van der Laan
  • quarta capa: Kevin Anderson e Michael Heinrich
  • capa: Maikon Nery
  • prêmio: Deutscher Memorial 2018
título original:
Karl Marx’s Ecosocialism: Capitalism, Nature, and the Unfinished Critique of Political Economy
edição:
selo:
Boitempo
páginas:
352
formato:
23cm x 16cm x 3cm
peso:
600 gr
ano de publicação:
2021
encadernação:
brochura
ISBN:
9786557170595

Quais foram as contribuições de Karl Marx ao que chamamos hoje de ecossocialismo? O pensador alemão analisava a relação entre homem e natureza? É possível construir o socialismo em planeta arrasado?

A obra do filósofo Kohei Saito, além de ser uma contribuição essencial para os debates sobre a contradição entre um sistema capitalista e a preservação da natureza, é um minucioso estudo da evolução dos trabalhos de Marx em relação ao tema homem e natureza. Saito apresenta ao leitor o caminho traçado por Marx para abandonar a ideia de que a produtividade agrícola poderia aumentar indefinidamente no socialismo.

“Se em 1844 Marx demonstrava preocupação com a cisão entre ser humano e natureza impulsionada pelo capitalismo, em 1865 escrevia a Engels sobre seu interesse em química e fertilidade do solo. A partir dessa análise, Marx nos entrega elementos para a discussão de ruptura metabólica que nos permite questionar os limites ecológicos do sistema capitalista e, ao mesmo tempo, criticar os impactos da agricultura em larga escala”, diz Sabrina Fernandes no prefácio da obra. 

O trabalho de Saito não tem como objetivo afirmar que toda e qualquer análise de Marx partia de uma visão ecossocialista e sim servir de ferramenta às contribuições feitas por ele à época. “O princípio do ecossocialismo de Karl Marx existe porque ‘o socialismo de Marx prevê uma luta ecológica contra o capital’. Se entendermos ecossocialismo sob essa luz, a verdade é que nem todo socialismo é ecossocialismo, mas seria um avanço se fosse”, pontua Fernandes. 

Trecho

“Uma crítica comum a Marx é que ele ‘absolutiza o trabalho humano em sua análise do capitalismo’ e, portanto, ‘exclui sistematicamente [dela] a natureza como criadora de valor’. [...] em 1844 Marx tratou claramente a natureza como um elemento essencial na realização do trabalho. Mesmo nessa época, quando argumentou que a natureza externa funciona em todos os processos de produção como o ‘corpo inorgânico’ do ser humano, Marx não falou de um roubo arbitrário ou da manipulação da natureza pelo ser humano com o auxílio da tecnologia, mas, em vez disso, enfatizou o papel da natureza como o componente essencial de toda produção: ‘O homem vive da natureza’, pois ‘o trabalhador nada pode criar sem a natureza, sem o mundo exterior sensível (sinnlich)’. A natureza é, diz Marx, ‘a matéria na qual o seu trabalho se efetiva, na qual [o trabalho] é ativo, [e] a partir da qual e por meio da qual [o trabalho] produz’.

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