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O futuro começa agora: da pandemia à utopia

Boaventura de Sousa Santos

R$ 77,00 R$ 61,60

Este livro estará disponível a partir da data 19/01/2021
O futuro começa agora: da pandemia à utopia
  • autor: Boaventura de Sousa Santos
  • apresentação: Naomar de Almeida-Filho
  • orelha: Ruy Braga
  • capa: Mika Matsuzake, sobre pintura de Mário Vitória
edição:
selo:
Boitempo
páginas:
432
formato:
23cm x 16cm x 3cm
peso:
600 gr
ano de publicação:
2021
encadernação:
brochura
ISBN:
9786557170380

Após o lançamento do ensaio A cruel pedagogia do vírus, o sociólogo português Boaventura de Sousa Santos traz ao leitor uma obra que propõe pensar a sociedade pós-pandemia, sua complexidade, os problemas que a antecedem e possíveis futuros. Como um diagnóstico crítico do presente, Boaventura aponta que as desigualdades e descriminações sociais já tão presentes nas sociedades contemporâneas, se intensificaram ainda mais em um contexto pandêmico.

Com atenção especial ao modelo econômico-social, ao papel da ciência e do Estado na proteção dos mais necessitados, o autor traz um profícuo debate para se pensar em alternativas econômicas, políticas, culturais e sociais que apontem para um novo modelo civilizatório de sociedade.

“O novo século começa agora, em 2020, com a pandemia, e aconteça o que acontecer. É, no entanto, um começo diferente dos anteriores. Se for apenas o começo de um século de pandemia intermitente, haverá nele algo de fúnebre e crepuscular, o início de um fim. Por outro lado, pode ser também o começo de uma nova época, de um novo modelo civilizacional”, reflete o autor.

 

Trecho do livro

“No domínio das classificações sociais, o cânone monocultural é dicotômico. As dicotomias expressam (e ocultam) hierarquias que aparentemente não podem questionar-se por resultar de supostas “leis da natureza”. Uma das dicotomias que separa e hierarquiza realidades de forma inelutável é a dicotomia entre humanidade e natureza. A pandemia do coronavírus abriu as veias dessa dicotomia para mostrar que a humanidade não pode ser concebida sem a natureza (não são, portanto, incomensuráveis), nem a natureza pode ser entendida como tão inferior que possamos dispor livremente dela. Começa a ser consensual que a pandemia e a recorrência de pandemias são o produto da acumulação de interferências abusivas dos seres humanas nos ritmos dos ciclos vitais da natureza. Esses ciclos englobam-nos a nós mesmos e, nessa medida, as pandemias são em parte auto-infligidas”.