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O julgamento de Kissinger

Christopher Hitchens

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O julgamento de Kissinger
  • autor: Christopher Hitchens
  • tradutor: Adelina França
título original:
The trial of Kissinger
edição:
1
selo:
Boitempo
páginas:
192
formato:
23cm x 16cm x 1cm
peso:
300 gr
ano de publicação:
2002
encadernação:
Brochura
ISBN:
9788585934989

Em O julgamento de Kissinger, Christopher Hitchens monta uma verdadeira peça de acusação contra Kissinger, extremamente bem documentada. A tese central de Hitchens é a de que, pelas leis internacionais, Kissinger deveria ser julgado e condenado por todos os crimes perpetrados nos anos passados na Casa Branca (a partir de 1969 como assistente de segurança nacional do presidente Nixon, e de 1973 a 1976 como Secretário de Estado). Nesses anos, Kissinger presidiu o comitê encarregado de supervisionar todas as operações encobertas efetuadas pelos diversos organismos do governo, a começar pela CIA.As acusações de Hitchens se concentram em questões como o assassinato de milhares de civis durante a Guerra do Vietnã; o suporte e as armas oferecidas em 1971 ao golpe militar conduzido em Bangladesh pelo general Yahja Khan; o envolvimento direto dos EUA no assassinato de René Schneider, comandante das forças armadas chilenas, em 1971; o apoio dado ao então ditador Suharto quando o exército da Indonésia invadiu o Timor Leste, matando outros milhares de civis. O autor defende ainda a tese de que Kissinger deveria ter o mesmo tratamento dado ao ex-presidente iugoslavo Slobodan Milosevic pela Corte Internacional de Haia, acusado pelas potências ocidentais de crimes de guerra contra a humanidade.Kissinger nunca respondeu às acusações, contando com a cumplicidade do poder político e econômico norte-americano. Já em Paris, um juiz investiga o desaparecimento de cinco franceses após o golpe no Chile e magistrados argentinos tentam interrogá-lo sobre assassinatos durante a ditadura. A Suprema Corte do Chile também aprovou a convocação de Kissinger para depor sobre a morte do jornalista norte-americano Charles Horman (o que inspirou o filme Desaparecido, de Costa-Gravas).No Brasil, quase foi condecorado pelo governo de Fernando Henrique Cardoso com a Ordem do Mérito do Cruzeiro do Sul, uma das mais altas condecorações do país.